Considero que a formação que agora termina foi uma oportunidade para conhecer, compreender e reflectir sobre o Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares e o meu trabalho como professor bibliotecário. A partir de agora sinto-me mais preparado para proceder à sua implementação na minha biblioteca e, sobretudo, mais consciente sobre o caminho que devo percorrer. No meu caso, que investi muito tempo na catalogação, serviu para compreender claramente que tenho que diversificar um pouco mais o meu trabalho e “concentrar-me” definitivamente no domínio escolhido (leitura e literacias).
As actividades propostas pela formadoras pareceram-me interessantes, adequadas e tinham como objectivo ajudar o professor a conhecer em profundidade o documento da RBE e prepará-lo para a sua implementação no terreno. De salientar também, que a leitura e análise dos textos de referência propostos, foi um auxiliar importante para ajudar a perceber toda a problemática relacionada com o tema da Auto-Avaliação das bibliotecas escolares.
Quanto ao modelo da formação, devo dizer que foi a primeira vez que fiz uma formação online mas não senti qualquer dificuldade em publicar os trabalhos na plataforma e no blog que criei para o efeito. As minhas competências digitais revelaram-se suficientes, neste caso. O menos agradável foi não termos um feedback em tempo real da qualidade do trabalho produzido para sabermos se seria necessário, ou não, melhorar.
Fazendo uma referência aos aspectos que considero menos positivos desta formação, destacava o tempo, na minha opinião curto, que os formados dispuseram para realizar as suas tarefas, o que provocou alguma ansiedade e prejudicou, por vezes, a qualidade final. Realmente senti que, com mais tempo, podia ter feito melhor. Pareceu-me também que a quantidade de textos propostos como leitura obrigatória em algumas sessões, foi excessiva, ainda por cima se considerarmos que o inglês não era o mais acessível.
Uma palavra final para as minhas colegas de Portimão com quem pude trocar ideias e nunca me deixaram desanimar.
Portimão, 17 de Dezembro de 2009
Francisco João Jardim Abreu
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